O nome da empreitada é Fusion, e designa, se realizado com sucesso, um grande avanço tecnológico no desenvolvimento de microprocessadores. Em poucas palavras, a idéea é unir o processador central ao chip de processamento gráfico em um sistema único, dando novos conceitos e possibilidades ao componente.
Unir as características específicas de CPU e GPU em uma fusão como a proposta pela AMD pode ser algo extremamente interessante em diversas aplicações. No entanto, vamos explicar um pouco mais sobre estes dois termos para ambientá-lo neste tema.
CPU e GPU
O primeiro termo é a abreviação de Central Processing Unit, ou unidade central de processamento, mais conhecida como apenas processador. Em termos bem básicos, o componente é o que processa tudo o que acontece ao utilizar o seu computador e o sistema operacional dele.
A frequência de operação de um processador é uma de suas características mais importantes. Medida em hertz, ela descreve basicamente quantas operações o processador executa em um determinado intervalo de tempo. Velocidades que há alguns anos eram de poucos megahertz hoje passam de 3 GHz em diversos modelos.
Mais de um núcleo
Há alguns anos atrás, começaram a ser desenvolvidos processadores com dois, três e quatro núcleos, com diversos modelos neste formato vendidos atualmente para consumidores comuns. A proposta é dividir as tarefas de processamento, facilitando as operações no sistema sem sobrecarregar apenas um processador, o que acontecia frequentemente há algum tempo atrás.
Graphics Processing Unit
A unidade de processamento gráfico de um computador, também conhecida como GPU, é o processador central de uma placa de vídeo, por exemplo. Este chip conta com funções semelhantes ao que ocorre em um processador normal, mas com características ideais para tarefas que envolvem os elementos gráficos de um sistema, como jogos ou programas de edição de vídeos, por exemplo.
Unindo a GPU a diversos outros componentes específicos, é possível criar uma placa de vídeo completa, um conjunto indispensável para quem é aficionado por jogos e aplicações que demandam grande potencial gráfico.
FUSION
Uma das ideias da AMD ao adquirir a ATI é sem dúvida usar os conhecimentos desta em GPUs para tornar possível a fusão em um único componente de processamento central. Atuando lado a lado dentro do processador, a linha de processadores AMD Fusion promete desempenhos excepcionais em diversas tarefas, em especial nas que necessitam de qualidade gráfica elevada.
A iniciativa é um salto enorme para alguns mercados carentes de um sistema integrado de processamento e gráficos, como os notebooks, por exemplo. O Fusion permite grandes melhorias de desempenho tanto para laptops quanto para computadores normais, mas não pense que verdadeiros milagres serão feitos na plataforma.
O fim das placas de vídeo?
Como já citado pela própria AMD, o Fusion é um upgrade enorme no potencial gráfico de um computador, agregando uma GPU exclusiva ao componente. No entanto, pouco sabemos sobre o real potencial desse novo sistema, embora muitos acreditem que as placas de vídeo como conhecemos nunca poderão ser substituídas.
A ideia é realmente interessante e promete chegar ao consumidor final somente em 2011, e sem dúvida até lá muito poderá ter mudado em relação ao potencial alcançado no sistema. Resta a nós esperarmos para conferir a união de CPU e GPU em uma unidade única de processamento, o que certamente causará um grande efeito no mercado de processadores e placas de vídeo.
Intel adota o caminho inverso
Usando todo o seu conhecimento em processadores, a Intel agora quer partir para o ramo de placas de vídeo com força total, apresentando o Larrabee, um sistema diferenciado e muito interessante para processar os gráficos.
Por: Baixaki






















